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Política
Rubens Salomão
21-01-2019 | 06h00
Iris Rezende escolhe a ausência e governismo divide MDB
Decisão de se manter ausente de Iris Rezende mostra a confirmação prática de que o prefeito deve encerrar a carreira política ao fim deste mandato em 2020

Mantido na presidência do diretório regional do MDB, o ainda deputado federal Daniel Vilela fez questão de reforçar o posicionamento de oposição ao governo de Ronaldo Caiado (DEM) nas primeiras declarações depois da eleição interna, em meio à divisão interna com prefeitos caiadistas. “Não ganhamos as eleições, mas permanecemos de cabeça erguida pela consistência e qualidade do nosso projeto. Não aderimos a um caminho fácil de buscar o poder pelo poder e hoje estamos de cabeça erguida muito mais do que aqueles que não seguiram o partido”, afirma Daniel. “Seremos os antagonistas ao governo do estado”, completa. O novo conselho de ética do MDB levará a cabo a expulsão dos que apoiaram a candidatura de Caiado. Não é o caso do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, que, longe de ser um vilelista, se mantém distante do debate partidário. O ex-governador trata o tema como uma “questão pequena” e evita se posicionar entre a oposição de Daniel e a dependência administrativa do Estado, além da amizade que mantém com Ronaldo Caiado.

Fora dessa

A decisão de se manter ausente de Iris Rezende mostra a confirmação prática do que o próprio prefeito tem avisado: deve mesmo encerrar a carreira política ao fim deste mandato em 2020, quando terá 87 anos.

Sem chance

Lideranças municipais que tentavam convencer o prefeito a ser candidato à reeleição já não conversam com Iris sobre isso. Preferem esperar que uma possível recuperação da gestão o motive a continuar por mais quatro anos.

Militares ocupam governo

Os militares nomeados ou prestes a serem nomeados já passam de 45 no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), espalhados por 21 áreas: da assessoria da presidência da Caixa Econômica ao gabinete do Ministério da Educação; da diretoria-geral da hidrelétrica Itaipu à presidência do conselho de administração da Petrobras.
O Exército, do qual vieram o presidente e seu vice, Hamilton Mourão, tem maioria entre os membros do governo: são, por enquanto, 18 generais e 11 coronéis da reserva – o número cresce a cada dia. Militares agora comandam o DNIT, a Zona Franca de Manaus, FUNAI e sete ministérios: Secretaria de Governo; Defesa; Minas e Energia; Infraestrutura; Segurança Institucional; CGU e Comunicações. Generais da reserva ou reformados ocupam cinco cargos no comando da Secretaria-Geral da Presidência da, comandada por um civil, o advogado Gustavo Bebianno. No Ministério de Justiça do ex-juiz Sergio Moro, os militares se espalharam pela Secretaria Nacional de Segurança Pública de forma inédita desde que o órgão foi criado, em 1997.

CURTAS

Orçamento – A força econômica dos setores com presença militar ultrapassa as centenas de bilhões de reais. Só a Petrobras teve receita de R$ 283 bilhões em 2017.

Saúde – O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia completou um mês de atividade com mais de 300 pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Educação – Inadimplência dos estudantes beneficiados pelo FIES após a formatura chega a 20%. Em Goiás, valor acumulado é de R$ 302,9 milhões.

Divisão

A decisão do governador Ronaldo Caiado (DEM) de dividir a reforma administrativa em duas partes coloca em alerta os articuladores e técnicos do governo. Avaliação é de que, quanto mais tempo demorar, maior será a pressão de aliados contra cortes.

Projetos virão

A primeira parte das mudanças abrangerá a estrutura básica, com criação das pastas temáticas antes fundidas nas super secretarias. Depois é que será definida a estrutura complementar, com cortes profundos nos segundo e terceiro escalões.

Participação geral

A economista Ana Carla Abrão define que “os demais poderes precisam entender que também têm que ser parte do ajuste”, repercutindo críticas à histórica composição política do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Criatividade

A ex-secretária da Fazenda em Goiás ainda aponta que não se pode continuar “com esse incentivo à contabilidade criativa que também não expõe a realidade dos números nos poderes autônomos, que não cumprem os limites da LRF”.

Prioridades

Ao prestar contas, Caiado mostrou que os ex-governadores Marconi Perillo e José Eliton (ambos do PSDB) destinaram R$ 2,371 bilhões para empenho de contratos e terceirizações. Um “crescimento vertiginoso”, apontou governador. 

Servidores

“Isso mostra qual foi a prioridade da gestão passada: em vez de pagar o salário dos servidores públicos, preferiu entregar o dinheiro para os terceirizados”, destacou.

 
(62) 3095-8700