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Política
Pacificidade
10/10/2018 | 06h00
Deputados estaduais reeleitos pregam paz com Caiado
Deputados tucanos disseram que a população escolheu o novo governador e o trabalho na Alego será de respeito

Venceslau Pimentel*

Na primeira sessão ordinária após as eleições de domingo, deputados estaduais reeleitos usaram a tribuna da Assembleia Legislativa para agradecer os votos recebidos e se posicionar em relação ao governador eleito Ronaldo caiado (DEM). Parlamentes da oposição e os que irão compor a nova base de apoio do democrata no Legislativo foram unânimes em defender uma relação respeitosa como próximo inquilino do Palácio das Esmeraldas.

O primeiro a se pronunciar foi Lincoln Tejota (PROS), eleito vice-governador na chapa de Caiado, agradeceu a vitória aos pais, e demais familiares, assim como a Caiado, por ter acreditado nele, e ao senador Wilder Morais (PP), que lhe fez o convite para compor a chapa majoritária.

Lincoln fez questão de ressaltar o apoio que a chapa recebeu de prefeitos do MDB, citando Adib Elias, de Catalão; Renato de Castro, de Goianésia; Ernesto Roller, de Formosa; Paulo do Vale, de Rio Verde; Fausto Mariano, de Turvânia; e ainda Marcos Cabral (DEM), de Santa Terezinha.

“Tanto Caiado quanto eu, sabemos que temos desafios pela frente. Sabemos do momento que o Brasil e Goiás vivem”, disse o parlamentar, citando uma frase de um pastor de quem é amigo, sobre tempos difíceis requerem crentes determinados. “E o momento difícil que estamos enfrentando requer governantes e deputados determinados”.

O tucano Talles Barreto, ao parabenizar Lincoln Tejota e Caiado, anunciou sua posição em relação ao governador eleito. “Ninguém quer mais uma oposição de ataque, de xingamentos, muito ao contrário, quer uma oposição construtiva, que nós sabemos que vamos buscar. Todo o trabalho que é importante para o povo goiano, é isso que nós queremos”, pontuou.

Barreto, ao destacar o legado deixado pelo ex-governador Marconi Perillo (PSD), afirmou que o povo queria mudança no Executivo e que, por isso, respeita essa decisão. “Não tenho dúvida de que o estado está em boas mãos. Mas nós vamos estar aqui, no lado da oposição, fiscalizando, acompanhando de uma forma construtiva, para o bem”.

Helio de Sousa (PSDB) disse, por sua vez, que não é diferente ser da base aliada ou da oposição. “Fomos eleitos para ser deputados de Goiás. Você não foi eleito para ser oposição ao Estado”, disse. “O eleitor escolheu aquele que ele entendia ser melhor para o governo. Nós respeitamos. Só que nós também fomos escolhidos para ser oposição de forma respeitosa, sistemática, defendendo o estado”.

O tucano lembrou que integrava a bancada de oposição ao então governador Maguito Vilela (MDB), mas que tinha uma relação de respeito com ele, e vice-versa. “E agora não será diferente com Caiado”.

Já o deputado Karlos Cabral (PDT) disse que mesmo sendo da base de apoio a Caiado, não dará apoio a nenhuma iniciativa que possa interferir na autonomia da Assembleia. Ao mesmo tempo, defendeu a PEC que criou o orçamento impositivo, que visa assegurar recursos previstos no orçamento do Estado. “Também defendo o nosso duodécimo, que faz com que esse Poder tenha vigor e independência. Essa Casa precisa ter suporte para se autogovernar”.

Orçamento impositivo 

Durante a sessão de ontem, o deputado Bruno Peixoto (MDB) anunciou que vai apresentar uma proposta para que a aplicação do chamado imposto impositivo só a partir de 2021.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aprovada pela Assembleia altera o artigo 111 da Constituição Estadual, prevendo que as emendas individuais dos deputados serão aprovadas no limite de 1,2% da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que, deste percentual, 70% será destinado a ações e serviços públicos referentes às vinculações constitucionais. A emenda prevê a sua obrigatoriedade já a partir do próximo ano.

“Estou em meu sexto mandato, afirmo que a aprovação da PEC do Orçamento Impositivo, que obriga o Governo a pagar as emendas dos deputados, é a maior conquista da Assembleia Legislativa nos últimos mandatos”, disse Humberto Aidar (MDB). (* Especial para O Hoje) 

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