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Política
Preventivo
02/06/2018 | 06h00
Com mandado do STF, Rogério Arantes se entrega na sede da PF
Outro sobrinho do deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO), Leonardo Arantes também teve prisão decretada pelo STF

Rafael Oliveira


O diretor do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rogério Papalardo Arantes,  se entregou na sede da Polícia Federal na manhã de ontem, em Brasília. Arantes tinha um mandado de prisão preventiva decretado contra si pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin na última quarta-feira (30), mas ele estava no Maranhão em viagem oficial. 

A prisão faz parte da operação Registro Espúrio da Polícia Federal, que investiga propinas no Ministério do Trabalho para registros de sindicatos. A Polícia Federal negocia a prisão do secretário-executivo do ministério, Leonardo Arantes, outro sobrinho do líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes, também com prisão preventiva decretada por Fachin. Leonardo encontra-se em viagem oficial na Inglaterra e deve retornar hoje. Seu nome foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol e pode ser preso por agentes policiais no desembarque do aeroporto. 


Gravação

A Polícia Federal gravou um áudio em junho de 2017 de um encontro com o diretor do Incra e sobrinho do deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO),Rogério Arantes, e o empresário Afonso Rodrigues de Carvalho, representante do Sindicato das Micro e Pequenas Empresas de Transporte de Veículos Novos de Goiás (Sintrave-GO), em um hotel em Brasília. 

Na ocasião, Rogério Arantes diz que usaria sua influência política junto ao então ministro da pasta, Ronaldo Nogueira (PTB-RS), para liberar o registro do sindicato no Ministério do Trabalho (MT), onde a entidade pleiteia desde 2002. O valor cobrado por Rogério foi de R$ 4 milhões. O pedido de liberação também seria encaminhado ao secretário-executivo do MT, Leonardo Arantes, também sobrinho de Jovair Arantes. 

O empresário Afonso Carvalho foi levado ao encontro do diretor do Incra por meio da lobista Veruska Peixoto Carvalho, com quem negociava a propina que seria distribuída também para Jovair Arantes e o deputado federal Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), o Paulinho da Força. 

Leia o diálogo entre Rogério Arantes e o empresário Afonso Carvalho:

- "Nós estamos falando de um valor alto né cara, pra mexer com R$ 4 milhões e um valor que não é meu", disse o empresário. Rogério Arantes respondeu em seguida: "Claro". 

Rogério Arantes deixa claro que a lobista Veruska é sua interlocutora e pede que o empresário registre o pleito no Ministério do Trabalho. "Vamos direcionar isso para a secretaria ou para o ministro?", questionou o empresário. 

- "Tem que ser com o ministro, eu trato com ele pessoalmente", explicou Rogério. 


Outro lado

Em nota, o Ministério do Trabalho diz que acompanha atentamente as ações da Polícia Federal e alegou que aguardará serenamente a conclusão das investigações "sem prejuízo à nobre missão da Secretaria de Relações de Trabalho e seu relevante papel social". 

"Apuradas as responsabilidades, dispensável dizer que o Ministério do Trabalho não se eximirá de aplicar as penalidades previstas em Lei", conclui a nota.  

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