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Mulheres
Precauções
08/05/2018 | 15h20
Durante a gravidez cuidados com a visão devem ser redobrados
O aumento hormônios durante a gravidez, podem afetar a visão tanto da mãe quanto no bebê. Manchas pretas e vista embaçada são algumas das principais reclamações das mulheres

Durante a gestação ocorrem nas mulheres o aumento dos hormônios, com isso, é comum que surja problemas de visão nas novas mães. Uma pesquisa realizada recentemente mostrou que 90% das mulheres de 25 a 60 anos não sabem que as mudanças hormonais na gravidez interferem na saúde dos olhos.

O realizador da pesquisa, o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto afirma que a visão embaçada é a queixa mais comum das gestantes, ele explica que uma das causas é a maior produção de estrógenos que faz o corpo da mulher retenha mais água e consequentemente deixa cristalino do olho desidratado fazendo com que ele fique mais espesso.

“Este processo instabiliza o grau dos óculos e lentes de contato. Ainda assim, a troca só é indicada dois meses após o parto” afirma.

Olho seco e ceratocone

A variação hormonal também influi na qualidade e quantidade da lágrima, isso faz com que surja na gestante a síndrome do olho seco que também embaça a visão, provoca coceira, irritação e maior sensibilidade à luz. O oftalmologista adverte ainda que o olho seco pode agravar o ceratocone.

“A doença degenerativa afina a córnea e reponde por 70% dos transplantes no país. Por isso, todo cuidado para manter os olhos bem lubrificados é pouco”, pondera.

Alimentação da mãe

A dica do especialista para prevenir o olho seco é incluir na dieta alimentos que contêm ômega 3: semente de linhaça e peixes gordurosos como a sardinha, salmão e bacalhau. Ele alerta também sobre os cuidados com a higienização dos alimentos que também podem interferir na saúde ocular do bebê.

“Consumo de verduras e frutas mal lavadas, água contaminada, ovos crus ou leite não pasteurizado durante a gravidez pode contaminar o feto”, alerta.

Vacinação

Muitas mulheres não tomam as duas doses da vacina contra rubéola quando completam a idade de um ano e entre quatro a seis anos. Por isso, não ficam imunizadas contra a doença que pode ser contraída durante a gravidez, expondo o bebê ao risco de nascer com catarata congênita, salienta.

O diagnóstico é feito na maternidade pelo teste do olhinho que apesar de barato ainda não é obrigatório em todo o país. Como nos adultos, o único tratamento da catarata infantil é a cirurgia que deve ser feita até 1 ano de idade, pontua.

Doenças sexualmente transmissíveis

As mães que possuem a bactéria da sífilis devem procurar o tratamento com antibióticos assim que receberem o diagnóstico, os bebês que são contaminados pela doença sexualmente transmissível podem ter sérios problemas de saúde.

A bactéria atravessa a placenta e pode causar danos na visão como a catarata congênita, além de alterações no coração e cérebro que podem levar à morte. O herpes genital também pode causar a perda parcial da visão do bebê caso a uma ferida se rompa na hora do parto.

 
Tópicos:  Grávidas,   Visão,   Cuidados

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