20 de abril de 2019 - sábado

Euro R$ {{cotacao.EUR.valor | number:3}}    Dólar R$ {{cotacao.USD.valor | number:3}}
{{tempo.cidade}}
{{tempo.previsoes[0].temperatura_min}}° MIN {{tempo.previsoes[0].temperatura_max}}° MÁX
Economia
Absolar
28-01-2019 | 06h00
Com sol em abundância, é esperado para próximos anos investimento em energia renovável
Mais acessível por conta do barateamento da tecnologia, geração fotovoltaica conquista espaço nas propriedades com promessa de zerar conta

Com sol em abundância, é esperado para os próximos anos um crescimento explosivo da geração de energia solar fotovoltaica no País. E o campo não ficou de fora. Apesar de representar porcentual ainda pequeno da matriz energética brasileira (1,02%), a microgeração e a minigeração distribuídas em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos passaram de 0,4 megawatts (MW) de potência instalada, em 2012, para 464,5 MW até novembro de 2018. Sendo que 7% são voltados para consumo rural, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar).

Só para a classe rural, a produção passou de zero para 32,4 MW nos últimos seis anos. Nesse aumento da demanda pela geração, que é baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica de forma renovável, Goiás é o sétimo Estado em número de conexões totais e o sexto na geração rural. São mais de 1,8 mil conexões ao todo, sendo 70 delas nas propriedades rurais. O avanço do uso dessa tecnologia ocorre diante do potencial de economia que ela pode trazer, pois a conta de energia pode ficar com valor mínimo e o investimento tem ficado mais acessível.

O presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk, afirma que o crescimento da microgeração e minigeração distribuídas é impulsionado pela redução de mais de 75% no preço da energia solar ao longo da última década, pelo aumento nas tarifas de energia elétrica e pelo crescimento da responsabilidade socioambiental dos consumidores. Os principais usos no campo têm sido para bombeamento de água e irrigação, além de uso para secadores, iluminação, sistema de segurança e nos processos produtivos.

O avicultor de Palmeiras de Goiás, Ivan Klein, adotou a geração de energia solar fotovoltaica para atender parte da produção de frangos. São dois núcleos que possuem sistema "dark house” – modelo de granja climatizada que consome mais energia do que o convencional –, em que cada um abriga 120 mil aves e faz seis lotes por ano. “Começou a funcionar em junho de 2018 e, entre os motivos de investir, o primeiro é porque o custo de energia está sempre aumentando e acima da inflação. Segundo porque agora há financiamento e o montante é alto”, pontua.

Avanços

Mesmo com todos os avanços, o uso da geração de energia solar exige estudo aprofundado quando é feita no campo, como ressalta o doutor em qualidade de energia e coordenador do programa de pós-graduação em Engenharia Aplicada e Sustentabilidade do Campus Rio Verde do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), João Areis. Ele diz que por ser aplicação maior do que o de uma residência, por exemplo, é preciso estudo maior e sistemas isolados são mais complexos. “Para atender motores para irrigação precisa de um dimensionamento específico”, exemplifica.

Ele explica que para a maior disseminação desse tipo de geração de energia o governo tem incentivado. O programa estadual Goiás Solar é um exemplo disso, e há estudos para auxiliar na redução dos custos. “No IF Goiano, temos programa de pós-graduação na parte de eficiência energética e um dos projetos é para sistema de bombeamento e irrigação para aprimorar a tecnologia já existente, facilitar a disseminação e aplicação no campo”. (Faeg) 

(62) 3095-8700