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Economia
Investidores
25-01-2019 | 06h00
Governo busca parceiro para colocar Angra 3 em operação até 2026
A busca de novos parceiros será realizada com a coordenação do Programa de Parcerias de Investimentos

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o governo busca um parceiro para finalizar a construção da Usina Nuclear de Angra 3. O ministro afirmou que a usina é “estratégica” e “fundamental” para o país. As obras estão paradas desde 2015, e a retomada dos trabalhos é estimadas entre R$ 12,5 bilhões e R$ 15 bilhões.

Segundo o ministro, a busca de novos parceiros será realizada com a coordenação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que vai definir o melhor modelo. A expectativa do governo é que a usina entre em operação comercial em 2026.

“Angra 3 começou a ser construída há muito tempo, e já foi investido muito recurso nisso. Neste governo vai-se dar continuidade aos estudos que entenderam haver viabilidade econômica com a atração de investidores para concluir a usina. Vamos atrair para aquela meta de concluir em 2026”, afirmou.

De acordo com o ministro, o debate em torno da matriz nuclear tem que ocorrer sem preconceitos. “Trabalhei muitos anos no Programa Nuclear da Marinha, tenho um conhecimento que considero denso e não tenho pretensão de dizer o que vale, ou não.” Albuquerque disse que não vê restrições a um parceiro estrangeiro na finalização da usina. “Não há comprometimento de nenhuma tecnologia sensível dentro da parceria para finalizar Angra 3, é apenas questão de investimentos para concluir as obras.”

O ministro defendeu ainda a permanência da energia nuclear como parte da matriz energética brasileira. “Três países – Brasil, Estados Unidos e Rússia – possuem grandes reservas de urânio e dominam a tecnologia nuclear. Só esses três. Não entendo como um país como o nosso, de grandezas populacional, territorial e econômica, poderia abrir mão de uma matriz como essa”, afirmou Bento Albuquerque.

Na terça-feira (22) o Ministério de Minas e Energia divulgou nota destacando a importância da retomada da usina para o setor nuclear. “[A obra] traz escala a toda a cadeia produtiva do setor, desde a produção de combustível à geração de energia. Isso se torna ainda mais relevante quando se leva em conta que o Brasil vai precisar investir em energia para o futuro, em função do aumento da demanda e do esgotamento do potencial hidrelétrico”, diz o texto.

De acordo com a nota. a entrada em operação da usina evitaria o despacho de usinas térmicas mais caras. O texto acrescenta que, devido à complexidade do sistema elétrico brasileiro, é importante a presença de diferentes fontes energéticas para garantir seu equilíbrio. O comunicado diz ainda que o Plano Nacional de Energia 2030 (PNE 2030) prevê a construção de quatro a oito usinas nucleares no país. “Cenário que tende a ser confirmado pelo PNE 2050, publicação aguardada para breve”, conclui o texto.

Debate

O debate sobre a retomada das obras da usina remota a junho do ano passado, quando a Eletrobras, juntamente com sua subsidiária, a Eletronuclear, responsável pela operação das usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2 e construção de Angra 3 firmou um memorando de entendimento com a empresa francesa Électricité de France (EDF) para promover cooperação na área nuclear.

O acordo prevê estudos sobre a possibilidade de a EDF colaborar com a retomada e conclusão das obras de Angra 3 e também no desenvolvimento de novas usinas nucleares no Brasil. A validade do memorando é de três anos, podendo ser estendida para até cinco anos. (Agência Brasil) 

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