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Economia
Emprego
05/10/2018 | 06h00
Quase 3 milhões de pessoas trabalham de casa
Levantamento do Sebrae em 2017 aponta que existem hoje mais de 6 milhões de trabalhadores com registro de Microempreendedores Individuais (MEI)

 A designer de moda, Júlia Martins, compartilha o espaço da casa com ateliê e loja de roupas

Levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em 2017 aponta que existem hoje mais de 6 milhões de trabalhadores com registro de Microempreendedores Individuais (MEI) e que quase metade deles opera na própria residência. 

Após 26 anos trabalhando como correspondentes bancários e corretores de seguros, Carolina Tancredi, 41 anos, e o marido dela, Juliano Tancredi, 42 anos, aproveitaram a leve retomada na economia para abrir um novo negócio próprio onde funcionava o escritório do casal. Depois de cerca de um ano fazendo pesquisa de mercado, o casal decidiu abrir uma bicicletaria dentro do espaço de 56 m² com vitrine para a rua, onde atualmente eles vendem equipamentos e mantêm uma oficina.

Para o especialista em empreendedorismo do Sebrae, Ênio Pinto, a falta de oportunidades no mercado de trabalho tem aumentado o número de pequenos negócios em residências nos últimos anos. “Nós temos 13 milhões de desempregados que não conseguem ingressar na sociedade produtiva como empregado, colaborador, funcionário. Você não tem emprego, mas tem muito trabalho à frente de pequenos empreendimentos, então, com certeza, há uma expansão desse perfil de negócio”, avalia. 

Marcos Salusse, coordenador de projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios, da Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta que o empreendedor por necessidade tem como características optar por negócios não inovadores e sem planejamento. “Em 2016, quando a economia começa a melhorar, a primeira coisa que acontece é que essas pessoas voltam para o mercado de trabalho, então as taxas de empreendedorismo acabam caindo. Foi o que a gente viu nesse período”, explica.

O especialista do Sebrae alerta que é preciso ter cuidado para não misturar as contas da empresa com as despesas pessoais. “E na hora que você mistura as contas da sua casa com as contas do negócio você começa a ter dificuldade de tomar decisão gerencial, não sabe quais são os reais números do empreendimento e fica com dificuldade de fazer análise e tomar decisões”, disse Ênio Pinto.

Qualidade de vida 

Outros motivos que levam a pessoa a unir o empreendimento com o local onde reside pode ser também pela expansão do negócio, viabilizando, ao mesmo tempo, uma melhor qualidade de vida. Esse é o caso de Júlia Martins, 41 anos, que trabalha como designer de moda e vendedora. Para ela, além da questão de gasto com transporte, trabalhar em casa era também uma questão de otimização do negócio.

Júlia decidiu procurar uma casa grande onde pudesse aliar a vontade de crescer a família e o negócio. Para otimizar a venda, outro ponto importante era a escolha do local, o que levou a designer de moda a deixar a região do Capão Redondo, zona sul paulistana, onde ela morava, e buscar uma casa na região central da cidade. O imóvel foi alugado no bairro Barra Funda, na zona oeste.

Ela fez um investimento de R$ 25 mil, com empréstimo de banco e ajuda de amigos, para adequar a casa para receber os clientes. Júlia conseguiu quitar a dívida em cinco anos de funcionamento do estabelecimento. Atualmente, ela não mora mais no local onde funciona a confecção e a loja de vestuários, mas mantém o ponto pelos clientes, além de servir como um espaço para produzir a mercadoria. (Agência Brasil) 

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