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Cultura
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16-05-2019 | 06h00
Uma transformação interna para o mundo
Novo álbum do músico Rodrigo Alarcon, será apresentado nesta quinta-feira (16), no lançamento do Bananada

GUILHERME MELO* 

O capricorniano de 26 anos, Rodrigo Alarcon, chega à Capital nesta quinta-feira (16), para o lançamento da 21ª edição do festival Bananada. Rodrigo nasceu em Sorocaba e foi criado em Mogi das Cruzes, ele apresenta uma pegada acústica e delicada, enquanto suas letras versam sobre a simplicidade do cotidiano, como uma xícara de café e seu signo.

O artista rivalizou nas redes sociais em 2015, com o vídeo ‘O lado Vazio do Sofá’, o ponta pé inicial para Rodrigo produzir seu primeiro EP ‘Parte’, lançado no início deste ano.“A maior parte das minhas canções eu escrevo do meu dia a dia, coisas que acontecem comigo ou que eu presencio. Esse álbum foi o compilado de alguns anos de trabalho. Ele foi um processo de transformação do ‘Parte’, que eu achava que era uma parte de mim, mas agora o sentindo é ‘Parte’ para o mundo, deixa fluir”, conta o artista em entrevista ao Essência. 

Rodrigo entrou no universo da música muito naturalmente, e segundo ele não percebeu se tornando um artista. “É engraçado falar que me tornei um artista. Acho que sou artista desde criança. Arte sempre foi natural, seja nas artes gráficas ou na música. A música em si veio mais tarde que o desenho. Foi aos 15 anos que montei minha primeira banda, para tocar nos festivais do colégio, e desde então não imagino minha vida sem o palco”, revela o musico.

Com a experiência desde a juventude com a música, o processo criativo de Rodrigo sempre foi muito natural.  O artista afirma que sempre tenta se inovar para criar materiais sinceros. “A criação não tem uma formula, já aconteceu de escrever a música antes da letra, letra antes de música, música sem letra, letra sem música, no ônibus, em casa, no celular, no papel”, admite Rodrigo. 

Assim como o processo criativo, as inspirações de Rodrigo são bastante amplas. O músico conta que escuta da Música Popular Brasileira até os grooves menos conhecidos. “Não tem como falar de inspiração, sem citar a Tropicália, Caetano é um grande mestre. Além disso, estou me dedicando a ouvir coisas novas e procurar artistas desconhecidos. Não gosto de ficar preso em uma coisa só. Fuço muito procurando artistas relacionados de outros artistas nas plataformas de streaming. Assim a gente consegue chegar cada vez mais longe, com sons novos, estilos incríveis, seja na música latina, brasileira, música. Tento sempre descobri coisas novas”, explica. 

Música é paixão 

Para o artista, mesmo que aquele som não lhe renda uma inspiração direta para a canção, pelo menos ele estará aproveitando uma música de qualidade. “Eu estou gostando muito de escutar ‘Gorillaz’, acho muito bom o estilo deles. Além deles, tem o Wolfpack, que é uma banda que eu não sei muito bem a origem, mas vale a pesquisa para todo mundo porque eles são muito bons e fazem um groove muito legal. Mesmo que eu não consiga incluir o som nas minhas produções, vale a pena descobri coisa tão boas, que não são populares aqui (Brasil)”, revela Rodrigo. 

Entre as músicas de ‘Parte’, ‘Amor Acidente’ apresenta uma participação especial de Liniker, para o artista foi uma grande honra dividir uma canção com uma pessoa tão sensível. “Conheci a Liniker em um show. Fiquei muito feliz e empolgado, porque sou fã. E aí a gente descobriu que era vizinho e desde então eu comecei a frequentar a casa. Ela me chamou para conhecer a Renata Éssis, que na época morava com ela também e que faz participação no EP. Gravar com Ela é uma honra, a Liniker é uma das maiores vozes do Brasil e eu estou muito feliz, satisfeito e empolgado com o resultado de tudo”, ressalta Rodrigo. 

Outra música que Rodrigo apresenta nesta quinta (15), no Retetê, é ‘Capricórnio’, melodia que soa como um desabafo em relação ao seu signo. “Acho bem legal e divertido os signos, mas é engraçado. Toda vez que falo o meu signo, as pessoas respondem com um ‘vish’, ‘sai pra lá’, ‘aném’ ou ‘p*ta que pariu’. As pessoas têm um certo preconceito com isso, sem razão e motivo. Mas eu gosto bastante de Capricórnio, a música é uma forma de falar isso, e que podemos falar do universo astrológico de maneira mais leve (risos)”, comenta. 

Rodrigo vem a Goiânia pela terceira vez e revela que é encantado pelo vasto cenário musical da cidade. “Não é exagero, falar que Goiânia é a minha segunda casa. Gosto muito de ir para cidade, conhecer os ambientes e os novos cenários musicais. É um lugar que me encanta”, finaliza. 

*Integrante do programa de estágio do jornal O HOJE 

SERVIÇO 

Rodrigo Alarcon - lançamento da 21ª edição do festival Bananada

Quando: quinta-feira (16), a partir das 19h

Onde:Retetê (Viela 1133, nº 118, setor Marista, Goiânia) 

Mais informações:(62) 3988-0938. 

 

(62) 3095-8700