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Cultura
CINEMA
06/12/2018 | 06h00
O Chamado do Mal estreia nesta quinta-feira nas telonas do Brasil
‘O Chamado do Mal’, representante do ‘terror’, e o drama ‘A Vida em Si’ são algumas das estreias desta semana

GUILHERME MELO*

O Chamado do Mal, nova aposta de terror dos produtores de Corra! e O Colecionador de Corpos, estreia nesta quinta-feira (6) nas telonas do Brasil. Com Josh Stewart (Sobrenatural, Batman: O Cavaleiro das Trevas) e Bojana Novakovic (Eu, Tonya, A Maldição da Floresta) no elenco, o longa traz a história de Adam e Lisa, casal que passa a ser perseguido por uma entidade maligna quando se muda para um novo lar.

À noite, um casarão se ergue diante de um travelling, acompanhando a velocidade da música, crescente com a tensão de um local desconhecido, em meio à natureza. O espectador é levado a iniciar seu diálogo com os personagens, enquanto os estridentes sons metálicos e de corda aumentam a expectativa pelo que será apresentado. Método muito bem utilizado em clássicos como O Bebê de Rosemary, sendo uma das referências deste filme.

Enredo 

O longa-metragem escrito e dirigido por Michael Winnick (Dublê do Medo) conta a história de  Adam (Josh Stewart), um jovem professor universitário, que aceita trabalhar em uma grande e respeitada universidade. Ele e sua esposa, grávida, Lisa (Bojana Novakovic), se mudam para uma casa de campo nos arredores da cidade. Tudo parece perfeito, mas, logo depois que o casal se instala e Adam começa  novo emprego, Lisa sofre um aborto espontâneo em circusntâncias misteriosas, o que faz com que ela não perca só bebê, mas também a capacidade de ter mais filhos.

Lisa se convence de que a tragédia foi causada por alguma força sobrenatural, mas Adam acredita que o aborto tenha acontecido por conta de muito exercício  e trabalho pesado. Para piorar as coisas, ela se vê assombrada por uma entidade maligna que começa a atormentar sua vida, fazendo-a questionar sua sanidade. Lisa deve lutar contra a razaão para encontrar respostas e descobrir o que aconteceu com seu bebê.

Pré-estreia

Vivemos em uma época em que o gênero de terror voltou a ser alvo de busca pelo público do cinema. Cada vez mais chegam filmes com a temática, alguns sendo exaltados pela crítica e pelos espectadores, outros entrando para a lista dos que nem sequer fizeram a sua obrigação.  Existem os que ficam no meio termo, que são aqueles que até permitem conferir num dia em que você não quer pensar muito. Quando o primeiro trailer saiu, em junho deste ano,  O Chamado do Mal se enquadrou exatamente neste meio termo.

Com a pré-estreia nesta quinta-feira (5) , O Chamado do Mal nos leva a uma viagem pelo mito da Caixa de Pandora, passando pelo já citado O Bebê de Rosemary, e pincelando a história pelas teorias de Os Outros. Isso acaba significando para o diretor e roteirista Michael Winnick (Tiros, Garotas e Trapaças) uma composição muito bem-elaborada, citando clássicos e permeando outras tantas obras reverenciadas pela sétima arte.  Lembrando mais os filmes de terror dos anos 1990 que homenageavam o cinema de gênero, esta produção transforma a viagem do espectador em uma sucessão de cenas mal-conectadas.

Se a introdução foi belamente composta pelo tema de Jeff Cardoni (da série O Jovem Sheldon), o restante da trilha sonora acompanha a viagem desta família, cuja possessão em uma criança inexistente causa transtornos absurdos e delírios desconexos em Lisa e Adam, ampliados pela risonha participação de Becky, que entra e sai da história sem sentido algum: Por que ela deu a caixa? Qual a intenção dela com a irmã? E com o cunhado? E com a possessão?

Contando com o roteiro pífio de Winnick, esta é uma daquelas obras de terror que servem como estudo de caso, sobre como fazer o espectador rir em meio aos problemas de sua vida. Tudo o que o gênero pode unir em termos de clichê está aqui, talvez servindo como o trabalho de conclusão de curso de um cineasta que, claramente, ama o cinema de terror. Mas ele não conseguiu unir as peças de seu quebra-cabeça imaginário ao nos apresentar a dois protagonistas, que transitam em tela com má vontade, coadjuvantes que não se fazem necessários para nada, conclusões de ideias que nem deveriam existir e um desfecho sem pé nem cabeça que, definitivamente, leva o espectador a preferir assistir novamente às clássicas inspirações desta obra.

Com o bônus da participação de luxo de Delroy Lindo (da série The Good Fight), veterano que aqui interpreta o chefe do departamento de matemática da universidade e que, à noite, é professor de parapsicologia, este O Chamado do Mal não consegue se segurar sequer nas cenas supostamente tensas, com aparições fantasmagóricas que mais parecem ter saído de um clipe da Lady Gaga. É uma pena, portanto, que nada funcione nesta frustrante criação do gênero terror, levando a experiência diretamente ao fundo do poço dos esquecíveis filmes que não merecem ser vistos. 

‘A Vida em Si’ 

Outra estreia desta quinta (6) é o drama A Vida em Si, escrito e dirigido pelo criador de This Is Us, Dan Fogelman. O longa, que acompanha a história do relacionamento amoroso vivido por um casal (Oscar Isaac e Olivia Wilde), é contado por meio de diferentes décadas e continentes, desde as ruas de Nova York até a Espanha, e como diferentes pessoas acabam se conectando a ela por meio de um evento marcante.

O nome do filme é A Vida em Si, mas poderia ser muito bem This is Us: O Filme. Criador de This is Us, uma das séries mais bem-sucedidas da atualidade, o diretor e roteirista Dan Fogelman usou vários elementos de sua produção televisiva em sua nova empreitada nos cinemas. O longa conta a história de uma família, através de décadas, abusando de momentos emocionantes e tragédias pessoais, mesclados com outras sequências fofas e delicadas. Ou seja, é This is Us.

Na verdade, a comparação só perde sentido na medida em que a série é mais bem acabada que a produção cinematográfica, que tem seus valores, mas que também escorrega bastante. A trama do filme tem foco principal no casal Will  e Abby, mostrando de quando se conheceram até o momento que estão prestes a ter uma filha. A partir de um jogo de pistas e recompensas e uma série de flashbacks, o filme vai abrindo seu leque e expandindo a ação principal.

*Integrante do programa de estágio do jornal OHOJE. 

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