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Cultura
PROJETO
09/08/2018 | 06h00
‘Caçamba do Bem’: Uma forma de ressignificar objeto usado
Objetivo da iniciativa é levar amor e solidariedade pela Capital por meio da arte

GABRIELLA STARNECK

ESPECIAL PARA O HOJE 

Levar amor e solidariedade ao próximo por meio da arte: esta é a proposta do projeto Caçamba do Bem, que foi iniciado em 4 de agosto e se estenderá até o próximo dia 2 de setembro. A iniciativa tem o objetivo de espalhar caçambas – semelhante às de lixo, mas artísticas pintadas pelo artista goiano Homero, com mensagens positivas – em locais estratégicos de Goiânia para levar mais amor às pessoas, no dia a dia, e arrecadar doações de roupas, cobertores e alimentos não perecíveis.

“Todo mundo sabe que uma parcela da sociedade passa por dificuldades financeiras, e poucas vezes vemos as pessoas se movendo para tentar atender e ajudar essa população carente. Então pensamos em criar um projeto simples, que não demanda tanto recurso financeiro, para ajudar as pessoas que precisam. Geralmente, associamos as caçambas ao despejo de lixo, mas queremos ressignificar o sentido dela por meio da arte e da solidariedade”, afirma Homero ao Essência

‘Caçamba do Bem’

O artista Homero, em parceria com RG Entulho, coordena o projeto que objetiva espalhar caçambas, artisticamente modificadas, em locais estratégicos da cidade, onde as pessoas, ao invés de jogarem lixos, doam roupas, brinquedos, alimentos não perecíveis – dentre outros utensílios. Ao todo, são oito caçambas espalhadas por Goiânia, mas elas não são fixas. Por enquanto, já podem ser encontradas nos seguintes locais: Parque Flamboyant, Sagrada Família, Praça do Sol, Parque Cascavel, Parque Macambira e Bosque dos Buritis. Para saber sobre os locais de arrecadações, basta a pessoa cadastrar o número de telefone no site: https://www.subscribepage.com/cacambadobem. 

No fim de cada dia, os ‘guardiões do amor’ recolhem as doações, que estão sendo destinadas às instituições beneficentes ou comunidades carentes, escolhidas por meio de votação no Facebook pelos próprios doadores e colaboradores da campanha. “Todos os dias os ‘guardiões do amor’ visitam as caçambas, recolhem as doações e fazem manutenção no objeto, porque algumas pessoas – que provavelmente ainda não conhecem a proposta do projeto – jogam lixo no local”, afirma Homero.

Dificuldades 

O idealizador do projeto afirma que, quando RG Entulho o procurou para a iniciativa, eles fizeram um planejamento para que o projeto não ficasse apenas no papel, mas fosse eficaz – por isso pensaram nas caçambas, pois não demandam muito custo. Contudo a organização ainda encontra desafios na execução da ação. Segundo Homero, ele já recebeu mensagens de algumas pessoas que alegam não fazerem doações nas caçambas, porque, como elas ficam espalhadas pelas ruas, qualquer pessoa poderia pegar os utensílios nela depositados.

Entretanto é nesse ponto que entra outra importância do projeto: o estímulo à honestidade das pessoas. O idealizador da ação afirma acreditar que, se uma pessoa retira algo da caçamba sem ‘uma autorização’, é porque provavelmente ela precisa daquilo. Então cabe às pessoas que doam terem consciência da sua responsabilidade social, e, à população, agir com honestidade. 

Homero ainda destaca que o projeto Caçamba do Bem “é um trabalho de formiguinha que tem potencial para virar uma ação de amor e solidariedade ainda maior”. Ele ressalta a importância dos veículos de comunicação nesse sentido, porque, por meio da divulgação do projeto, mais pessoas irão entender sobre a necessidade de ajudar o próximo. 

Homero

O artista, criador do Coração de Rua e do Movimento Mundial do Amor, é natural de Goiânia, e começou a se envolver com arte a partir dos 13 anos de idade. O jovem se deslumbrou com a atitude da arte graffiti e entendeu que, através dela, há um posicionamento e um movimento em prol de um ideal maior. Homero, que tem como lema “espalhar amor” através de sua arte, já esteve em cidades como Nova York, Chicago, Londres e São Paulo desenvolvendo seus projetos sociais. 

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