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Cultura
Televisão
15/05/2018 | 06h00
Programa ‘Suprassumo’ volta à telinha nesta terça-feira
Atração especializada em cultura reestreia, na TV UFG, ‘mais maduro, mas com espírito jovem’

MARDEM COSTA JR. ESPECIAL PARA O HOJE

De acordo com o dicionário, ‘suprassumo’ é aquilo que se encontra no mais alto ponto ou grau de alguma coisa. Não por acaso, Suprassumo é o título do programa cultural que volta ao ar, hoje (15), às 22h15, na TV UFG (afiliada da TV Brasil). Nesta temporada, serão exibidos inicialmente oito programas inéditos – com a possibilidade de mais episódios serem produzidos.

Além da transmissão por um canal de TV aberta, o público também poderá conferir os episódios por meio das redes sociais (@suprassumocult) e ainda do site suprassumo.com.br, que foi reformulado, e terá ainda conteúdos produzidos pela própria equipe e por colaboradores especializados em dança, teatro, pintura, música e outras expressões culturais.

Dentre os destaques que poderão ser acompanhados ao longo desses episódios, estão coberturas de eventos importantes, como festivais, e ainda minidocumentários de personalidades culturais consagradas. Já estão devidamente editados perfis do pintor Siron Franco e do professor especializado em cinema Lisandro Nogueira, curador de mostras de filmes como O Amor, a Morte e as Paixões. 

Enquanto este texto era escrito, a equipe estava no shopping Passeio das Águas, região Norte de Goiânia, cobrindo a vigésima edição do Bananada, tradicional festival de música da capital goiana, que reuniu várias atrações locais e nacionais na semana passada, como os grupos Carne Doce e Nação Zumbi e os cantores Gilberto Gil, Maria Gadú e Pabllo Vittar. 

Diretora-geral do programa e uma de suas criadoras, a produtora audiovisual Maria José Alves (também conhecida como Mazé Alves), 49, destaca a importância do Suprassumo no meio cultural como uma das poucas produções do gênero na TV aberta. “Assim como no início do programa, lá nos anos 1990, ainda há pouco espaço ao artista, e o Suprassumo é uma janela de difusão das mais diversas expressões de arte”, pontua. 

Ao todo, 17 pessoas trabalham diretamente no projeto, desde a pesquisa e produção à finalização dos episódios. “São pessoas antenadas e apaixonadas no que fazem. O sucesso de um programa, seja de TV ou web, é a afinidade da equipe, e nós criamos um vínculo afetivo entre todas as pessoas que participam do Suprassumo. A resposta disso, felizmente, é positiva”, avalia a diretora-geral.

Amiga de Mazé desde os tempos do extinto curso de Rádio e TV da Universidade Federal de Goiás (UFG) e diretora de cena do programa, a cineasta Simone Caetano, premiada em festivais de cinema no Brasil e no exterior, traz sua bagagem e sensibilidade como diretora de cena. “O Suprassumo é paixão antiga. Aqui, exerço a delicadeza do olhar cinematográfico na dinâmica da TV ao lado de uma equipe fantástica”, frisa Simone.

A atual temporada do Suprassumo foi viabilizada por meio da Lei Goyazes, de incentivo à cultura, e também contou com o apoio da Saneamento de Goiás S/A (Saneago), empresa estatal de saneamento básico. A intenção da diretora-geral é ampliar o projeto, dessa vez buscando apoio do empresariado por meio da Lei Rouanet, de responsabilidade do Ministério da Cultura, e que também fomenta as atividades culturais por meio da dedução de imposto de renda de pessoa jurídica.

Uma exigência das leis de financiamento é a acessibilidade. O Suprassumo é um dos únicos programas da TV goiana que terá facilidades aos deficientes visual e auditivo por meio do closed caption e de libras – linguagem de sinais na parte inferior à direita da tela.

Diferenciais

Um dos diferenciais do Suprassumo no atual formato é que não há estrutura fixa de estúdio. As ‘cabeças’, como são chamadas as intervenções do apresentador ao anunciar uma atração, podem ser gravadas em qualquer ponto, desde que este tenha alguma identificação com o meio cultural. Embora perca a segurança do estúdio quanto a iluminação, acústica e condições climáticas, a iniciativa traz humanidade ao programa.

Outro destaque é que, ao contrário de uma reportagem de televisão, o artista posto em perfil pode descrever sua trajetória artística e profissional em um tempo de arte que varia de cinco a sete minutos, incomum na televisão aberta, quando reportagens especiais são limitadas a dois ou três minutos, dependendo da personalidade retratada.

A ‘cara’ do programa, aliás, também é uma atração à parte.  O multiartista Lucas Adorno, 29, é o apresentador do Suprassumo desde 2015. Músico e designer de uma loja de produtos de decoração que leva seu nome, Lucas descobriu na apresentação do Suprassumo uma nova forma de expressão comunicacional. 

“Apresentar um programa que valoriza o artista e coloca a cultura como um tesouro, um patrimônio social, me alegra e me engrandece. Levo a experiência como aprendizado profissional e pessoal, até mesmo para meu aprimoramento como artista”, enfatiza. 

O apresentador coloca em prática um dos ensinamentos dos tempos do curso de Psicologia na UFG, que não chegou a concluir: o de ouvir mais que falar. “Tenho muito carinho e cuidado com quem estou entrevistando, me desprendendo de roteiros, para deixar que a entrevista flua e que o entrevistado fique à vontade”, finaliza Adorno.

Trajetória

A primeira temporada do Suprassumo (1997-2002) foi exibida na TV Brasil Central e, depois de um tempo, na Record TV Goiás, com reconhecimento imediato do público e do meio cultural. O programa se tornou parada obrigatória para os artistas, que aproveitaram com afinco aquela janela disponível fora dos circuitos oficiais ou educativos. 

Depois de mais de dez anos fora do ar, motivado pela falta de apoio financeiro, a trajetória foi retomada em 2013, após Mazé ter conseguido recursos por meio da Lei Goyazes. Os episódios da fase pioneira, gravados no sistema Betacam, aguardam digitalização, mas há fragmentos que podem ser acessados no Youtube. Dentre os registros guardados, está uma entrevista com a banda goiana Casa Bizantina.

Sem a mesma estrutura anterior e enfrentando as dificuldades naturais de uma produção audiovisual independente em Goiás, Mazé fez ‘das tripas coração’, e conseguiu produzir e colocar no ar 20 episódios, apresentados pela cantora Nila Branco e exibidos pela PUC TV Goiás. 

A repercussão positiva foi fundamental para emplacar uma nova temporada, exibida entre 2015 e 2016, também no canal ligado à Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), com sete programas. A crise econômica vivida pelo Brasil, à época, impediu o prosseguimento do projeto. 

Quadro retrata olhar do brasileiro que mora no exterior 

Com o advento da globalização e das facilidades de comunicação, as distâncias físicas entre os mais diversos pontos do globo terrestre foram extrapoladas, permitindo o contato imediato entre pessoas. Aproveitando isso, o Suprassumo criou, a partir da segunda temporada, o quadro Janela para o Mundo.

Nele, quem mora no exterior pode enviar um vídeo com cenas da cidade onde mora, e ainda contando sobre pontos turísticos ou que considera relevantes para que alguém visite. Nas últimas temporadas, foram exibidos vídeos com destaques de cidades da Europa, dos Estados Unidos e, claro, do Brasil. 

“Além de retratar os artistas e expressões culturais, damos oportunidade para as pessoas que estão prestes a viajar a conhecer cenários – além daqueles tradicionais dos roteiros turísticos”, frisa. O envio poderá ser feito por e-mail ou mesmo pelas redes sociais com a hashtag #suprajanela. Curiosamente, a Rede Bandeirantes exibe o programa O Mundo Segundo os Brasileiros, com a mesma ideia. 

Entrevista Mazé Alves, diretora-geral do ‘Suprassumo’ 

  

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