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Cidades
comportamento
15-03-2019 | 10h00
O Hoje Entrevista esclarece dúvidas sobre o consumo compulsivo
Comemorado no dia 15 de março, a data foi criada para lembrar sobre os direitos garantidos ao consumidor

Suzana Meira

O Dia Mundial do Consumidor é comemorado anualmente em 15 de março. A data foi criada para proteger e lembrar o consumidor sobre seus direitos garantidos por lei. Pensando na data, convidamos à psicóloga Mirella Nery para nos explicar sobre o ‘Consumo Compulsivo’, prática realizada por todas as classes sociais, inclusive no ambiente de trabalho, motivadas por excesso de ansiedade e outros fatores.

De acordo com a profissional, a compulsão é um padrão de comportamento inconsciente. “O individuo sente necessidade de fazer algo, e não tem controle sobre isso. Dessa forma, ele repete o comportamento constantemente. Muitas vezes, acha que tem a liberdade de escolha e pode não repetir tal comportamento, mas acaba revivendo a mesma atitude”, explicou.

Mirella ressaltou ainda que esse hábito tem haver com os sentimentos de cada pessoa. “Todo excesso esconde uma falta. A pessoa tem uma necessidade/vazio interno. Esse dois fatores geram uma tristeza muito grande. Assim, ela passa a ter um comportamento compulsivo para suprir esse vazio, mas o alívio que ela esta buscando não é preenchido e a sensação de vazio tende a aumentar”, pontuou a psicóloga.

Outro fator determinante é a ansiedade. Segundo a psicóloga, ela acontece em vários tipos de comportamentos, além de ser um sentimento que tem um conforto breve.  Na compulsão, a ansiedade é uma consequência, baseada nas relações emocionais, psíquicas. “O prazer é exclusivamente momentâneo. O individuo compra muito, bebe e come o que tem vontade, mas a saciedade é apenas por alguns momentos. Além disso, muitas vezes, todas as compras se tornam desnecessárias. E, geralmente a sensação de aflição reaparece em um grau de maior intensidade”, disse.

A profissional destacou que esse comportamento gera muita culpa. “O individuo se sente envergonhado e tem que lidar com a tristeza de ver toda a situação na qual ela esta submetida. É importante buscar ajuda para que o comportamento não se torne patológico. O apoio de um psicólogo é fundamental, para que cada pessoa possa entender como o aparelho psíquico dela funciona e como o inconsciente atua na vida e emoções de cada um”, finalizou.

 
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