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Cidades
Cidades
15-03-2019 | 06h00
De acordo com Guarda Municipal, falta segurança nas escolas da capital
Corporação afirma que o efetivo que fiscaliza Escolas Municipais é pouco para quantidade de unidades

Isabela Martins*

Após o ataque em uma escola em Suzano na região metropolitana de São Paulo que vitimou dez pessoas, acendeu o alerta a respeito da segurança nas unidades de ensino. Segundo o comandante inspetor da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (GCM), José Eulálio atualmente, na Capital são mais de 350 unidades municipais e um efetivo de fiscalização de mais de 1.300 guardas, o que para o comandante não é suficiente para vigiar todas as unidades. 

Apesar da quantidade de guardas o efetivo diário de trabalho é pelo período de 12h, o que em média são 190 guardas trabalhando em escolas, Cmeis, unidades de saúde e parques. “A coordenação das unidades sabem que não temos efetivo suficiente. Atendemos escolas por regional com entrada e saída, e nas unidades onde a situação é mais crítica estamos andando na região duas vezes e dentro da unidade no recreio”. Segundo o inspetor, as unidades mais criticas estão na região Noroeste e Sudeste de Goiânia.

De acordo com o comandante, existe o trabalho Goiânia Mais Segura, que conta com cerca de 80 guardas e cinco viaturas e o Ronda Ostensiva que ajudam no trabalho nessas unidades. Os guardas ficam com as chaves de todas as escolas onde fazem o trabalho de fiscalização. Apesar disso os guardas não dão conta de garantir a segurança a todo o momento das unidades e outros espaços públicos da cidade.

Para o presidente do Conselho Estadual de Educação de Goiás (CEE), professor Marcos Elias Moreira, situações como as que aconteceram em São Paulo servem de alerta para analisar a situação da segurança nas unidades. “O que aconteceu em Suzano indica que é necessário um diálogo mais aprofundado entre nós educadores, as escolas, os sistemas educativos no sentido de aprofundar as nossas capacidades, responsabilidades e dialogarmos com o próprio sistema para que se encontre um caminho adequado para que tragédias como essas não voltem a acontecer”. 

Segundo o superintendente, a Guarda está buscando formas de aumentar o monitoramento nas unidades. “Há um ano e meio trabalhamos com equipamentos eletrônicos, algumas escolas têm alarmes. Mas queremos trabalhar com vídeomonitoramento para que possamos ver quando estiver acontecendo algum problema, alguma movimentação suspeita”, afirmou.

Até o fechamento da edição não recebemos respostas por parte da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) sobre a situação das unidades estaduais.

Vandalismo

Na madrugada de ontem a Escola Municipal Caraíbas no Setor Caraíbas em Aparecida de Goiânia foi incendiada por vândalos. A secretaria e três salas de aula ficaram parcialmente destruídas. Materiais como livros didáticos, cadeiras e mesas foram queimados e um computador foi levado. 

As aulas na unidade foram suspensas para cerca de mil alunos e a previsão é que sejam retomadas hoje. Essa é a quarta vez que a escola é invadida apenas esse ano. Em uma das salas o fogo foi alto e atingiu parte do teto derretendo o forro. De acordo com a Secretaria, será feito um boletim de ocorrência e as imagens das câmeras de segurança serão entregues às autoridades para encontrar os criminosos e será solicitada ronda ostensiva da Guarda Civil Municipal. 

Colégio Goyases 

Em outubro de 2017 um estudante de 14 anos atirou dentro do Colégio Goyases, unidade particular de ensino infantil e fundamental. Dois estudantes morreram e outros quatro ficaram feridos. Segundo testemunhas o autor do ataque que é filho de policias militares estava dentro da sala de aula, e no intervalo tirou da mochila uma pistola e efetuou os disparos. Em seguida quando ele se preparava para recarregar o revólver, foi convencido pela coordenadora a travar a arma. O garoto foi aprendido. A polícia citou bullying como possível motivo para o ataque. (Isabela Martins é estagiária do Jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian)  

(62) 3095-8700