22 de abril de 2019 - segunda-feira

Euro R$ {{cotacao.EUR.valor | number:3}}    Dólar R$ {{cotacao.USD.valor | number:3}}
{{tempo.cidade}}
{{tempo.previsoes[0].temperatura_min}}° MIN {{tempo.previsoes[0].temperatura_max}}° MÁX
Cidades
De dentro de presídio
17-01-2019 | 06h00
Acusado de estupro em Caiapônia escreve carta se declarando inocente
Líder da seita e a avó das vítimas estão presos desde dia 4 de janeiro, quando foi realizada a Operação Anjos da Guarda 2

Por meio de uma carta escrita de dentro do presídio, o líder de uma seita religiosa que foi indiciado por estupro de quatro meninas com idade entre 3 e 13 anos, se declarou inocente e defendeu a avó das garotas, que é suspeita de oferecer as netas em troca de um bilhete de loteria premiado. O crime aconteceu do dia (4) de dezembro em Caiapônia, região sul de Goiás.

No texto, o homem de 42 anos declara que ele e a avó das crianças são inocentes. “Fiz de tudo para provar a minha inocência e da avó das meninas, mas nada adiantou, me sinto muito triste. Quero deixar bem claro que nunca estuprei crianças e nem teria coragem”, escreveu.

O líder da seita, de 42 anos, e a avó das vítimas de 49, estão presos desde dia 4 de janeiro, quando foi realizada a Operação Anjos da Guarda 2. O homem escreveu a mensagem dois dias depois.

Segundo a defesa do suspeito, o cliente fez a carta após tomar conhecimento da denúncia de estupro contra a menina mais nova. “No tocante às outras, ele tem total certeza que as próprias menores irão apontar na fase de instrução do processo o verdadeiro autor dos abusos. Portanto, seu desespero veio após a notícia de uma quarta vítima que sequer conhece”, afirmou o advogado do suspeito, Leonardo Couto Vilela.

O delegado responsável pela investigação, Marlon Souza, afirmou que apesar das declarações do suspeito, ele tem “certeza absoluta” que o líder da seita abusou das meninas com o auxílio da avó delas, com quem mantinha uma relação extraconjugal.

Para o delegado, a carta escrita pelo líder da seita e o vídeo em que o avô das vítimas assume ter cometido os crimes tem o objetivo de “sensibilizar e confundir a investigação”. Porém, conforme o delegado, o marido da avó das vítimas foi coagido a assumir a culpa e não teve participação nos estupros.

O delegado responsável pela Operação Anjo da Guarda 2, concluiu o inquérito da operação. Após a conclusão das investigações, o delegado pediu o indiciamento dos dois presos pelos crimes de estupro de vulnerável praticados em rituais de magia negra contra três crianças de 3 a 10 anos e uma adolescente de 14.

O caso

Na manhã do último dia 4 de janeiro, a Delegacia de Polícia Civil de Caiapônia, com apoio da Polícia Militar, desencadeou a Operação Anjo da Guarda 2, que resultou no cumprimento de Mandados de Prisão Preventiva em desfavor de Nilson Alves De Sousa, 42 e de Noêmia Cândida de Jesus Sousa, 49 anos. Estes cometeram vários crimes de estupro de vulnerável em rituais de magia negra, tendo como vítimas crianças e adolescentes.

Umas das seguidoras da seita, a investigada Noêmia, teria ofertado ao seu líder, três netas, sendo duas crianças de 07 e 10 anos e uma adolescente de 13 anos de idade, para serem abusadas sexualmente como sacrifício a entidade que incorporaria no investigado no momento dos rituais. (Higor Santana é estagiário do jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian) 

(62) 3095-8700