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Cidades
Meteorologia
11-01-2019 | 06h00
Altas temperaturas na Capital goiana prejudica moradores
Em Goiânia, média de temperatura para os meses de janeiro até o ano de 2040 é de 30.1 C

Thiago Costa 

O mês de janeiro mal começou e quem mora ou passa por Goiânia sofre com o calor que proporciona uma sensação muito além do que registram os termômetros metrológicos da Capital, embora este primeiro mês de 2019 não seja o mais quente dos últimos dez anos. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirma que a média para os meses de janeiro para até o ano de 2040 é de máxima de 30.1 C em Goiânia.  Os trabalhadores da construção civil estão entre as pessoas que mais sofrem com a sensação de alta temperatura e medidas são necessárias para manter o conforto térmico desses trabalhadores.

O ajudante de obras Tiago Ramos da Silva pretende, pelos próximos três anos, continuar na obra que trabalha atualmente, até a conclusão do empreendimento que terá mais de 30 andares construídos, além de uma garagem subterrânea. Tiago reconhece que seu trabalho é cansativo, mas pondera que utiliza todos os equipamentos de segurança para impedir o contato com os raios solares. O ajudante de obras se veste, por oito horas diárias, enquanto presta seus serviços à empresa responsável por construir o prédio, vários equipamentos que o ajudam a driblar o calor. Segundo o ajudante, os principais equipamentos são a toca árabe – que cobre a cabeça e o pescoço até o início da camisa de manga cumprida, óculos solar, capacete e o tradicional protetor solar de três em três horas. 

De acordo com o ajudante de obras, todo o equipamento o ajuda a não sentir o clima quente de uma obra, o que ele reforça os cuidados da empresa que trabalha. Embora Tiago tenha todos os cuidados, o ajudante reconhece que o clima em Goiás não é muito favorável para o bem estar de qualquer pessoa que trabalhe a céu aberto em um dia ensolarado. “Em Goiás faz muito calor, então o jeito é sempre passar o protetor solar, de três em três horas, usar o capacete e o óculos para amenizar esse calor aqui no estado”, finaliza Tiago. 

O colaborador destaca a necessidade de se hidratar o tempo todo com bastante líquido para conseguir terminar o dia bem. A história de Tiago nem sempre foi das melhores em relação aos seus antigos empregos e aos cuidados com a proteção dos que trabalham nas obras. O homem conta que em uma das empresas que ele prestou serviços por mais de cinco anos, era totalmente ao contrário do que ele tem hoje e que a empresa não os fornecia nenhum equipamento de segurança, o que o prejudicava bastante, principalmente sobre a exposição direta ao sol que ele vivia diariamente, por várias horas do dia. 

“A empresa que trabalhei antes dessa que estou agora não nos fornecia o material que cuidava da nossa segurança, era bem sofrido. Não tinha capacete, óculos, protetor solar, nada. A gente apenas trabalhava”, lamenta Tiago. O ajudante de obras conta que a roupa utilizada por ele é de um material semelhante ao jeans e fina, o que o ajuda a amenizar o calor que ele sente. 

Cuidados

O engenheiro civil Felipe Vasconcellos trabalha na empresa responsável pela obra que o ajudante de obras Tiago Ramos presta serviços. Para o engenheiro, que teve em sua formação matérias teóricas que dão a base para a segurança pessoal no ambiente de trabalho, é de suma importância que os colaboradores sempre utilizem os equipamentos de segurança e garante que os próprios prestadores de serviço, que são cautelosos com as boas práticas para evitarem o contato direto com o sol, mesmo em um local que os raios são intensos por boa parte do dia de trabalho. 

De acordo com Felipe, os cuidados com esses colaboradores são para fornecer a eles os equipamentos de proteção individual. “Até hoje não aconteceu de algum dos trabalhadores alegarem que precisam parar o trabalho por conta do calor, até porque os equipamentos de proteção individual mantém a temperatura corporal em torno de 37 a 38 graus, porque esses equipamentos são feitos de lã e são próprios para isso”, conta o engenheiro.

O profissional da engenharia ressalta que, é claro que existem os dias atípicos que há uma movimentação maior por parte dos colaboradores para passarem mais protetores solares e para beber água, o que os gera um maior cansaço e diminui os rendimentos em capo, mas que é apenas isso um dos impasses que acontecem no ambiente de trabalho. 

A dona de casa Bernadete da Cruz tem dois filhos pequenos e quando os filhos ficam irritados por conta do calor, ela sempre procura encher baldes com água e distribuir por toda a casa, já que as crianças ainda não conseguem andar e esses baldes não os oferecem risco de vida, em um possível acidente doméstico de afogamento nesses recipientes. 

Segundo contou Bernadete, ela e seu esposo e os filhos dormem com as portas de casa abertas e ainda usam um ventilador na porta de casa do lado de fora, na área da residência. O motivo do ventilador do lado de fora, de acordo com a dona de casa, é para que o ventilador busque o ar mais fresco do ambiente aberto para a casa que é um pouco mais fechada, durante a noite. Bernadete conta que depois que aprendeu essa tática passada por seu vizinho, o ambiente ficou mais agradável e os filhos conseguem ter uma noite melhor do que antes, quando ela apenas abria as janelas e aguardava que o vento percorresse o lar. 

Recorde histórico

Goiânia registrou em 2015 o janeiro mais quente dos últimos dez anos, quando, em um dia chegou a temperatura dos quase 38 graus durante a tarde. De acordo com a chefe do Inmet, Elizabete Alves, as manhãs são sempre mais frescas e as tardes são os períodos responsáveis pelas maiores temperaturas no Estado. O mês de janeiro mais quente além de 2015 foi o de 2010, quando o primeiro mês daquele ano registrou temperatura máxima de 35.4 graus. Em terceiro lugar, o janeiro mais quente foi o de 2017, quando as temperaturas registraram máxima de 35.2 graus. 

Dermatologista explica como se proteger do sol e de altas temperaturas 

Embora o mês de janeiro de 2019 não bata o recorde de calor em Goiás, é necessário tomar alguns cuidados, principalmente durante as próximas semanas, que são as últimas do recesso escolar, momento que os clubes e instalações de lazer recebem maior visitação. Como a exposição solar pode gerar riscos de doenças de pele, a dermatologista Claudia Arantes Santana respondeu algumas questões importantes para que ninguém corra o risco de passar despercebido e ter problemas dermatológicos. 

De acordo com a médica, a exposição solar pode gerar à pessoa danos que vão desde manchas, envelhecimento precoce a câncer de pele e insolação que, neste último caso, é o quadro agudo de desidratação causada pela exposição solar exagerada.                                                 

De acordo com a profissional da saúde, é necessário sempre usar protetor solar com filtro solar, chapéus, óculos, roupas com proteção solar, guarda-sol e evitar exposição ao sol das 10 às 16 horas. “Como estamos em horário de verão, os horários que vedem ser evitados são das 11 às 17 horas, que são os períodos que podem causar enormes danos a pele”, destaca a dermatologista. 

Segundo Claudia, ingerir muito líquido ajuda para que a pessoa não sofra tanto com os efeitos dos raios solares, principalmente em dias que a é perceptível que a temperatura está alta. Claudia explica que basta você conseguir enxergar o sol para que os raios que saem da maior estrela do Sistema Solar. 

As dicas da dermatologista para quem deseja sair exposto ao sol em é usar filtro solar que proporcione ao usuário proteção igual ou superior que ao fator 30. Para os que pretendam frequentar clubes para afastar o calor, a dica é passar filtro solar sem os trajes de banhos 20 minutos antes de expor ao sol e reaplicar o filtro solar a cada duas horas. Uma dica importante que não pode passar despercebida da dermatologista é que o usuário retire todo o suor do corpo para retocar o filtro solar do corpo. Para Claudia uma ducha é suficiente para remover esse excesso de suor. 

Os raios solares, em contato com a pele sem proteção podem causar desde as doenças simples às mais complexas. O câncer de pele é uma das possibilidades para quem vive exposto ao sol sem tomar os devidos cuidados. De acordo com a fundação do câncer, mais de 50% dos brasileiros tem pele clara e não se preocupa quando vai se expor ao sol e que a posição geográfica que se encontra o Brasil propicia uma maior possibilidade de doenças causadas pela maior estrela do Sistema Solar, que é o sol.

 

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