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Cidades
Luiz Cesar Kimura
11/10/2018 | 06h00
Novo presidente da Agetop reavaliação projetos de privatizações
Agetop fará estudos financeiros para atrair investidores para privatizar rodovias goianas

Felipe André*

O novo presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Luiz Cesar Kimura, está com o projeto das licitações para sete rodovias goianas em mão, mas o projeto não será levado para frente, ao menos não agora. Após substituir Jayme Rincón que foi preso na Operação Cash Delivery, Luiz Cesar fará uma reavaliação do projeto para definir se um novo edital buscando investidores será publicado ou se continuará suspenso.

“O que eu sei é que existe uma questão técnica, não sei o detalhe, mas que precisava ser solucionada para então publicar o edital. Por outro lado, existe uma impressão interna de que com as modificações recentes que foram introduzidas no projeto, como obrigações para aumentar o custo do pedágio, mas é preciso refazer o estudo do projeto e que tenha condições para que apareça interessado”, revelou o novo presidente da Agetop.

Uma reunião marcada para o dia 12 de setembro acabou não acontecendo pela falta de interessados em investir no projeto. Empresas ou consórcios precisariam oferecer preço abaixo de R$ 7,87 na pista dupla, e de R$ 3,94 na via simples, para obter 896 quilômetros. A taxa interna de retorno (TIR) para a empresa vencedora é estimado em 10,22% e a expectativa é de uma outorga de cerca de R$ 50 milhões. O alto valor do pedágio também será um dos motivos para o novo estudo.

“O valor vai ser reestudado. Todos os aspectos financeiros precisam ser reavaliados, precisa encontrar um ponto de equilíbrio se não o Estado vai perder, o privado não vai entrar, ou a população perde pelo valor alto. Eu não tenho hoje a convicção que seja possível levar adiante, preciso formar o meu convencimento para decidir se vai continuar ou ficar suspenso”, explicou Luiz Cesar Kimura.

Além da questão financeira, Luiz Cesar Kimura ressaltou que o período não favorece as propostas, já que a transição no governo não da a estabilidade necessária para possíveis investidores. Com a saída de José Eliton (PSDB) e a chegada de Ronaldo Caiado (Democratas), além da troca de presidente na própria Agetop, o mercado acaba se afastando.

“Outra questão nesse momento é a transição de um governo para outro, o contrato é de longo prazo (35 anos) e necessita de uma estabilidade jurídica, componente importante para que o parceiro decida fazer o investimento e participar, mas não é favorável pelo fim da gestão. Não tenho grandes expectativas para o projeto, não recebi do governador ordem para priorizar o assunto tenho orientação para estudar os problemas e procurar soluções, se houver um bom ambiente de mercado poderíamos colocar o edital no mercado, mas não existe nenhuma determinação”, ressaltou Luiz Cesar Kimura.

Mudanças

A Agetop se reuniu com empresas do setor, além da presença de técnicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para buscar esclarecimentos e ouvir sugestões sobre o projeto. Algumas empresas questionaram a necessidade de duplicar algumas rodovias, pois não teria necessidade e só aumentaria o valor. Das sete rodovias estaduais que estão no edital de concessão, três já estão totalmente duplicadas e outras três já receberam pista dupla em pelo menos uma parte, o que consumiu cerca de R$ 320 milhões em investimentos do Estado.

No total serão 15 novas praças de pedágio nas sete GO’s, segundo o edital divulgado pelo governo estadual. O pagamento para exploração, conforme o edital, será de 10% na assinatura do contrato e o restante em 20 anos ou 240 parcelas. Luiz Cesar Kimura preferiu não dar nenhuma perspectiva do que acontecerá com o projeto ao longe deste ano.

“Não posso falar em probabilidade, o que eu determinei é que reanalise os aspectos do equilíbrio econômico financeiro do contrato, até onde ele é vantajoso e atraente para o mercado e de que forma a gente concilia para o interesse publico. Somente depois dessa questão bem amadurecida, tomarei a decisão, não tenho determinação para fazer, apenas para reestudar e procurar alguma solução”, finalizou. (Felipe André é estagiário do jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian) 

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