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Cidades
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16/05/2018 | 06h00
Tornozeleiras farão monitoramento
Projeto busca recuperar e reinserir os detentos na sociedade e prevê a contratação de presos do regime semiaberto de prisões no Estado

Gabriel Araújo*

Detentos do regime semiaberto começaram a trabalhar na manutenção dos parques de Goiânia esta semana são monitorados por tornozeleiras eletrônicas. O projeto-piloto “Recuperando Pessoas e Parques”, de autoria do Ministério Público de Goiás (MPGO), começa com 50 detentos e espera empregar 300 pessoas somente em Goiânia. Ao todo, o projeto deve contar com 3 mil presos. Segundo informado, a ação é o início do caminho para que os detentos possam retornar à sociedade.

O projeto define a contratação de 50 presos do regime semiaberto do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. De acordo como Ministério Público do Estado (MP-GO), os detentos escolhidos irão receber um salário mínimo, o equivalente a R$ 954, e, a cada três dias trabalhados, um será descontado da pena. A seleção é feita com base no comportamento de cada um dentro da unidade prisional.

O projeto é de autoria do promotor de Justiça Marcelo Celestino, que afirma que a oferta de trabalho com remuneração é um dos direitos dos presos, como dever social e condição de dignidade humana. Conforme informado por ele, o principal objetivo é criar um ambiente produtivo e educativo para os envolvidos.

O presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Gilberto Marques, informou que os detentos foram escolhidos de forma criteriosa, de acordo com o crime e comportamento, pela direção do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. A Amma é o órgão responsável pela distribuição dos detentos pelos parques do município. De acordo com o órgão, a jornada de trabalho será de segunda a sexta-feira, das 7 às 11 horas e de 12 às 16 horas. 

De acordo com a Agência, os detentos serão responsáveis pela manutenção e limpeza dos parques. Eles cuidarão da roçagem e manutenção dos equipamentos públicos existentes nas unidades, além do recolhimento de lixo e gerenciamento da organização das plantas.

Esta semana, os detentos estarão trabalhando no Bosque dos Buritis e no Lagos das Rosas, localizados no Setor Central, além de no Parque Macambira, na região sudoeste da Capital. Segundo apurado, além das tornozeleiras eletrônicas, equipes da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) fazem vistorias durante o expediente dos reeducandos.

Parques

Em Goiânia, os parques fazem parte do dia-a-dia dos moradores. Muitos utilizam essas áreas para praticar esportes, ler, descansar e aproveitam os eventos que fazem parte do cotidiano dos parques e bosques.

De acordo com levantamento da Amma, Goiânia tem 94 metros quadrados de áreas verdes para cada cidadão, o que faz da cidade a capital com maior número de metros quadrados de áreas verdes por habitantes. Segundo a prefeitura da cidade, são 32 parques e bosques oficiais. Os mais famosos são o Lago das Rosas, o mais antigo, criado nos anos de 1940 e próximo do Centro da Capital, o Parque Flamboyant, localizado no jardim Goiás e o Parque Vaca Brava, localizado no Setor Bueno e que foi criado em 1951, mas só foi construído em 1996.

Os maiores parques da Capital são o Parque Municipal Carmo Bernardes, com mais de seiscentos mil metros quadrados, o Bosque Índia Diacuí, com mais de trezentos mil metros quadrados de extensão e o Parque Municipal Cascavel, localizado no jardim Atlântico e com quase trezentos mil metros quadrados.

 

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